Maicou recomenda China

27 27UTC janeiro 27UTC 2012

"Quando os seus pés vão se encontrar com os meus?"

Olá, meu queridos! Ou como diria o cara do post de hoje, “olá minhas joias”! Ontem eu fiquei bastante surpreso com o álbum mais recente do cantor e compositor China e por isso não pude evitar de torná-lo a sugestão para esse fim de semana.

Eu já curtia bastante o trabalho deste pernambucano desde o Simulacro (2007), mas digo que ele se superou em sua última obra, com um trabalho super coeso, contemporâneo, animado, intenso e por que não dizer emocionante?

Destaco para vocês três canções que contam com parcerias vocais femininas. Em Overlock é a cantora baiana Pitty quem dá o ar da graça. Uma música onde fica nítida a já declarada influência de Roberto e Erasmo no trabalho do rapaz.

Com uma soniridade que lembra os bailinhos de antigamente, trata-se de uma bela canção de amor e que pode até ser tachada de brega, mas de boba? Ah, isso não! Não vamos mais nos machucar, segure bem minhas mãos, não me deixe escapar e vamos por aí onde o perigo está. Segure bem minhas mãos, não me deixe escapar.

Em Mais um sucesso pra ninguém, a parceria da vez é com Ylana. E eu que fiz tantas canções para você, não esperava que fosse desistir de mim. A cada verso, me entrega mais para você que nunca quis ligar o rádio para me ouvir.

Auto-explicativa na letra e no nome, a faixa brinca com o sucesso Canção que não morre no ar  para tratar de como é duro compor pensando em alguém e essa pessoa nem ligar. Ela é meio triste mesmo, viu!

Ainda indico para vocês a sossegada Terminei indo, que conta com a suave voz de Tiê. Uma canção singela, visual, linda e bem gostosa de se ouvir. Te desafio ouví-la e não pensar em alguém em que se quer bem. Mas o tanto que eu levar de você eu deixo um pouco pra me misturar e não descanso pra você dormir.

Antes que vocês pensem que eu quero um fim de semana parado para todos nós, lá vai a sugestão que mais interessa deste post, que é a canção Só serve pra dançar. Isso mesmo, a letra e o nome já dizem tudo e o bacana é que ela é muito boa no que se propõe e parece até trilha de filme do Tarantino heheheheheh.

Não é música de carnaval

Não é tema de nenhum especial

Não é música para entender

Só serve pra dançar

Quer fazer o download do disco Moto Contínuo (2011)? Clique aqui e baixe o álbum diretamente do site oficial do cantor – não é um barato, minha joia? Um grande abraço e um bom fim de semana para todos!

Só serve pra dançar – China

Lurdez da Luz (2010) – Podcast Sandália e Meia

25 25UTC janeiro 25UTC 2012

 

"Eu vou descer, correr pro mar depois das cinco"

 

Tranquilidade pura, galera? Mais uma quarta-feira e o podcast de hoje é sobre o disco da cantora Lurdez da Luz, lançado em 2010.

Este álbum me surpreendeu bastante, mas por quê? De cara digo que não sou muito fã de rap, mas ao ouvir este CD fiquei muito impressionado pelo capricho, pela versatilidade e pela criatividade da obra, da cantora e dos produtores.

Com homenagens e referência explícitas ou nas entrelinhas, trata-se de mais um disco contemporâneo que busca experimentar e foge das limitações da ortodoxia musical. Realmente está de parabéns!

Curta este podcast que foi feito como Deus quis e o Diabo deixou. Aliás, é possível fazer o download do disco clicando aqui, mas é fundamental destacar que quando possível adquira a obra original e ajude o artista.

Podcast Sandália e Meia – Lurdez da Luz (2010)

Brega é o meu passado!

23 23UTC janeiro 23UTC 2012

"Não há mal algum em ser"

Outro dia me perguntaram: “afinal, o que é música brega”? Em 2011 eu vi uma entrevista com o cantor e compositor brasileiro Odair José em que ele disse que há apenas dois tipos de música, a boa e a ruim, e que talvez o estigma ou a classificação de brega tenham apenas um caráter pejorativo e de depreciação em relação a certas canções e artistas.

Vamos lá, então! Eu ouso dizer que a música brega existe, não necessariamente como gênero, mas como uma postura, um estilo, uma conduta, como um perfil em que o que vale é exacerbar os sentimentos e emoções da maneira mais honesta, escancarada, direta e emocionada possível – podendo soar inclusive como algo sofrido, ingênuo ou bobo.

O rock, o pop, o independente, o samba, a mpb e diversos gêneros podem ser brega, ter traços de brega e aí cabe à obra final se apresentar como de qualidade ou não, pois emoção e música à flor da pele não são sinônimo de algo ruim. A explicação mais plausível para tal, provavelmente, está na dicotomia (curtiram?) entre o erudito e o popular.

Nas artes e especialmente na música, por anos se estabeleceu uma espécie de paradigma em que aquilo que é muito explícito ou de fácil assimilação logo é tratado como algo menor, de baixa qualidade, inferior e a meu ver as coisas não são bem assim. Fica aqui o comentário / desabafo da vez, pois sempre é bom extravasar e por que não com uma trilha sonora bem brega?

A noite mais linda do mundo – Odair José

Maicou recomenda Elis

20 20UTC janeiro 20UTC 2012

"Você não sente, não vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo"!

Pois bem, meus caros, mais uma sexta-feira de sugestão musical e como fiz com a Cássia Eller, no fim do ano passado, a homenageada de hoje será uma grande cantora e que ontem, 19 de janeiro de 2012, completou 30 anos de falecimento – chegou a vez da gloriosa Elis Regina.

Considerada por muitos a maior e mais importante cantora da música popular brasileira, o que posso afirmar certamente é que ela foi fundamental para o meu gosto pela música tupiniquim e ao interpretar obras de gênios como Zé Rodrix, Belchior, João Bosco entre tantos outros, me apresentou ídolos e canções maravilhosas.

É difícil sugerir apenas uma música, já que são tantos sucessos, mas há uma apresentação que está imortalizada pelo menos em meu imaginário e creio que no de muitas pessoas que admiram o trabalho de Elis. O programa Ensaio, da TV Cultura, gravado em 1973 é uma apresentação de gala da gauchinha.

Destaco o programa e sugiro a vocês que curtam neste fim de semana toda a apresentação, disponível no youtube, mas em especial as canções Ladeira da Preguiça e É com esse que eu vou. Deixo abaixo, com vocês, Vou deitar e rolar que além de alegre e bem humorada é bem suingada e me agrada muito.

E agora, cadê teu novo amor?

Cadê, que ele nunca funcionou?

Cadê, que ele nada resolveu?

Quaquaraquaquá, quem riu?

Quaquaraquaquá, fui eu

 

Vou Deitar e Rolar – Elis Regina

Jardim Elétrico (1971) – Mutantes (Podcast Sandália e Meia)

18 18UTC janeiro 18UTC 2012

"No jardim eu me ligo em você"!

Opa, meus caros, a edição de hoje do podcast Sandália e Meia será sobre o disco Jardim Elétrico, dos Mutantes, lançado em 1971. Nada mais, nada menos que um clássico do música tupiniquim.

Quando se trata de um grupo como os Mutantes é difícil se falar sobre os álbuns preferidos e escolhi o Jardim Elétrico para comentar, pois a meu ver é aquele que neste momento mais me pira.

No mais, ele transmite toda a qualidade desta grande banda brasileira, a capacidade criativa e a liberdade inventiva dos integrantes, nos proporcionando uma obra de qualidade e intensidade fora de série.

Curta este podcast que foi feito como Deus quis e o Diabo deixou. Escute apenas o áudio clicando aqui, já para fazer o download do disco, clique aqui, mas não se esqueça de adquirir o álbum assim que possível.

Podcast Sandália e Meia – Jardim Elétrico (1971) / Mutantes

O Maroon 5 brasileiro?

16 16UTC janeiro 16UTC 2012

"I've got the moves like Jagger"

Olá, olá! O post de hoje pode e deve gerar certa polêmica e discordância, aliás isso é algo bem recorrente nesta categoria que resgato do fundo do baú e da história deste blog. Vamos lá, que retorne o quadro Fulano o Cicrano Brasileiro.

Hoje falarei de um grupo, uma banda formada por rapazes e que ganhou destaque na última década fazendo um som essencialmente e primordialmente pop, dançante e que utiliza alguns elementos do rock e da música eletrônica.

Outro destaque se relaciona ao aspecto estético, pois como se não bastasse o tom chiclete das canções desta banda, os rapazes em questão são bonitões e fazem as moças gritaram, delirarem e por que não dizer ovularem do primeiro ao último acorde.

Mas cá entre nós, de que grupo estou falando? Dos rapazes que deram vida aos sucessos This Love e Sunday Morning, ou aos jovens que gravaram Eu sei e Uma Música em terras tupiniquins. Afinal, seria a Fresno o Maroon 5 brasileiro?

"É só mais um dia de chuva e eu vou pra redenção"

Moves Like Jagger – Maroon 5 ft. Christina Aguilera

Maicou recomenda Graveola

13 13UTC janeiro 13UTC 2012

"Eu procuro uma freqüência para achar você"

Ei… você que está sozinho aí entediado com a televisão, este post veio para alegrar a sua sexta-feira. Como já é de costume eu venho aqui nos fins de semana sugerir alguma canção, banda, artista para alegrar e colorir os nossos FDS de jovens brasileiros.

Nesta sexta-feira 13 a dica é a gloriosa e esplêndida banda Graveola e o Lixo Polifônico. Há uma ou duas semanas eu postei aqui no blog um podcast sobre o primeiro disco deles, mas no fim de 2011 eles lançaram mais um, Eu preciso de um liquidificador, e a canção que abre o álbum me chamou muito a atenção.

A faixa Blues Via Satélite começa suave e traz uma mensagem muito bacana. Com variações de ritmo e clima ela é dinâmica, animada e sei lá o que mais… Deixo aqui a minha sugestão para que vocês mesmos tirem suas conclusões.

Eu te liguei, mas você não respondeu
Mandei uma mensagem
Mas não sei o que que deu
Eu não tenho o seu e-mail
(ninguém ama somente por e-mail)

Você pode fazer o download gratuito do disco aqui. Caso você queira apenas escutar a canção, basta clicar aqui. Abaixo um vídeo de uma apresentação do Graveola e o Lixo Polifônico na comunidade Dandara em BH, muito bacana!

Blues via satélite – Graveola e o Lixo Polifônico

Escaldante Banda (2010) – Garotas Suecas (Podcast Sandália e Meia)

11 11UTC janeiro 11UTC 2012

"Ela me pediu para registrar em single e em long play"

Olá, meus caros, mais uma quarta-feira e mais um podcast Sandália e Meia – Jornalismo Musical e Opinião. A edição de hoje é sobre o disco Escaldante Banda, lançado em 2010 pelo grupo Garotas Suecas.

Trata-se essencialmente de um álbum de rock, mas que busca referências em variados gêneros, assumindo uma cara moderna e ao mesmo tempo retrô.

Com traços de música eletrônica, samba-rock, samba-soul, samba-funk e letras pra lá de espirituosas este é um trabalho energizado, divertido, muito dançante e que eu, particularmente, curto demaissssss.

Curta este podcast que foi feito como Deus quis e o Diabo deixou. Clique aqui e confira apenas o áudio do programa. Para fazer o download do álbum, basta clicar aqui. Relaxa, pois foi a própria banda que liberou, então vamos aproveitar!

Podcast Sandália e Meia – Escaldante Banda (2010), Garotas Suecas

Eu sou amor da cabeça aos pés!

9 09UTC janeiro 09UTC 2012

"E só estou beijando o rosto de quem dá valor pra quem vale mais um gosto do que 100 mil réis"!

Não se assuste pessoa se eu lhe disser que a vida é boa! Hoje em dia essa parece uma frase pra lá de otimista e com um jeito até de mentirosa, não? Essa máxima da canção Dê um Rolê realmente preza pelo otimismo, mas pela inverdade jamais, talvez o que nos falte é ser mais amor da cabeça aos pés, não?

Não precisa muita coisa, nem muitas voltas, basta apenas dar um rolê por aí. Enquanto eles se batem, se agridem, se ofendem, se estressam, se preocupam, se incomodam, se isolam, se odeiam, se guardam, se orgulham fica difícil mesmo ver algo de bom na vida. Enquanto isso dos pés à cabeça eu sou o amor!

Ainda não me decidi se este texto entrará na categoria comentário/desabafo ou nas Histórias que o Maicou conta, pois se de um lado este post foi motivado por uma conversa entre eu e meu grande amigo Antônio, ele acabou se transformando em um manifesto pelo leve coração aberto.

Afinal, hoje em dia quem vale mais o gosto do que 100 mil réis? Com toda a certeza, categoricamente eu digo que muitas pessoas, pois como bom otimista que sou eu sei que não sou o único a ser amor da cabeça aos pés. Eu sou, eu sou…

Dê um Rolê – Gal Costa (Disco FA-TAL, A todo vapor – 1971)

Maicou recomenda Sá & Guarabira

7 07UTC janeiro 07UTC 2012

"E sinta a solidão que eu tenho quando canto uma canção bem alto, a solidão que eu tenho quando abro o coração e canto"

Nessa semana as postagens ficaram desgovernadas e aconteceram em datas não usuais, por isso neste sábado é que vai a minha sugestão de músicas para se curtir no fim de semana. Podem ficar tranquilos que a minha alergia já está quase no fim e na próxima semana as coisas voltarão ao normal.

Há um tempo eu quero homenagear a dupla Sá & Guarabira neste espaço, mas acabava me esquecendo ou não achando tão oportuno. Porém, hoje vi que para falar dos dois não são precisos momentos oportunos, basta abrir o coração para a grande obra deles.

Típico bicho da noite que sou não consigo ficar indiferente a versos como “Não consigo ficar em casa olhando aquele luar bonito na calçada, as estrelas me esperam sair para aparecer, pois conhecem meu jeito de ser” – imortalizados na canção Capitão da meia noite, do disco O Paraíso Agora (1984).

Referência incrível para mim, a canção Chão de Poeria & Cigarro de Palha, do álbum Quatro (1979) é de arrepiar com versos como “tiro o meu pé da cidade, olho pra trás e a cidade some por cima da estrada… uma criança crescida num chão de poeira, nunca na vida consegue pisar outro chão”

Após delirar com a primeira, a Segunda Canção da Estrada, LP Nunca (1974), é o retorno ao aconchego do lar. “Quero ir prá casa, não vejo minhas coisas desde o começo de abril. Um relógio velho me espera, parado desde o começo de abril”.

Não podia escrever sobre Sá & Guarabira e me limitar a apenas uma canção, mas agora vai a minha sugestão, de fato. Uma música com que me identifico bastante e que fala muito sobre aquilo que penso e acredito, pois “se você quer me conhecer finja que toca comigo e faz comigo essas canções que eu faço… e sinta a solidão que eu tenho quando canto uma canção bem alto. A solidão que eu tenho quando abro o coração e canto”.

As canções que eu faço integra o álbum Nunca (1974) e é o nome desta fantástica música – intensa, direta e precisa. Você pode fazer o download do disco aqui, mas não se esqueça que é sempre importante adquirir a obra original.

Se você quiser me entender ouça aquilo que eu não digo
Nas entrelinhas das canções que eu faço
Por que é que eu me guardo do mundo assim escondido
É coisa que só pode explicar quem vive o que eu vivo

As canções que eu faço – Sá & Guarabira


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