Pois é Moraes, pra você ver. Quem diria que uma simples brincadeira, uma piada em um programa dominical tão criticado pelos cultos, chatos e eruditos guardiões da genuína cultura nacional iria aflorar a ponta do iceberg que é a sua música, sua poesia e a sua obra.
Pois é Moreira, eu ia lhe chamar. Para ver que pelas ruas, pelas veias, daqui ao pelourinho os jovens cantam que, enquanto a barca teimava em correr (mas não seria navegar?), seus versos abandonaram a suave melodia para – enfim – nos conquistar. Mas eu acho é pouco.
Pois é Moraes, pra você ver Moreira. Sobrenomes a estabelecer uma rica melodia, um choro em dó maior, um hino nordestino, ao som de um sanfoneiro, um sanfoneiro bom. Pelas capitais e por todo o Brasil ecoa a beleza de sua música que acompanha a maravilhosa malícia de um país que desce a ladeira.
Pois é Moraes, então chame gente. A gente se completa, se alegra e não se esquece das meninas do Brasil. Algumas dançam, outras viram os olhos em um mistério que nem todo o planeta pode desvendar. Mas besta é tu que prefere questionar porquês ao invés de admira-las até o sol raiar.
Pois é Moraes, acabou chorare. Da guitarra baiana, ao frevo de Pernambuco, do trio de Dodô e Osmar, você é o carnaval em cada esquina do coração do Brasil. És tu quem dá brasa às fogueiras de alegria e anima o nosso bloco – o ‘Bloco do Prazer’… “Escute esta canção que é pra tocar no rádio, no rádio do teu coração…”
No ano passado (2008), talvez pela ascensão de artistas como a monossilábica Mallu Magalhães, como os aspirantes a rockstars do Vanguart e também pelo show de Bob Dylan em terras tupiniquins, a galera cult adotou para si a música folk reproduzindo – como já é de costume – discursos e estereótipos de modernidade e vanguarda.
A partir de então, alguns nomes como o de Bob Dylan e Jhonny Cash não abandonaram as bocas, as frases, os posts, os tweets e, tão pouco, os arquivos de música em vários mp3players por aí afora. Mas digo que não é isso que me incomoda ou me aflige, e sim a perpétua postura de desconhecimento da cultura nacional.
Como pode? É possível falar de música folk e desconsiderar os nomes da música caipira brasileira? É inteligente falar de folkmusic sem lembrar de um gênero tipicamente brasileiro que é o rock rural? Sem contar os inúmeros nomes da cena regional nordestina que sabia misturar os traços específicos da cultura e características globais da modernidade.
Pode-se dizer da música folk, que ela é um gênero influenciado pela cultura popular, especialmente a rural. Com a sua apropriação por parte da cultura de massa, e especialmente pela cultura pop, o discurso político, ou mesmo de resgate cultural, passou a ser outro aspecto importante de tal estilo musical. Ao contrário do que alguns pensam, não é apenas o uso do violão folk que caracteriza a canção.
Para vocês verem meus caros Renato Teixeira, Almir Sater, Sá, Rodrix & Guarabira, Terço, Belchior, entre tantos outros nomes… Santo de casa não faz folk, pois em casa de ferreiro o espeto vocês já imaginam do que é feito. Repito que não critico os artistas, nem o gênero, mas sim, o continuo desinteresse pelo que é nacional, ou será que música boa só é cantada em inglês?
Casa no Campo / Caçador de mim / Espanhola – Sá, Rodrix e Guarabira
Certa vez, o cabeludo aqui parou para pensar a respeito de como o profissionalismo na cena pop mundial tem condenado a música a um marasmo irritante e a um entusiasmo com limite de velocidade. À medida que os músicos, artistas e bandas se tornam mais dedicados e preocupados com seu trabalho e com a produção, mais as canções e trabalhos se tornam efêmeros e perdem em emoção e a gloriosa vocação para se transformar em um clássico.
Compõe-se hoje como se troca uma lâmpada, como se prepara um miojo e como se escreve um recado. Especialmente no Brasil, onde muitos artistas são pressionados e anualmente aparecer com novos discos, novas turnês, novos projetos para DVD e novos clipes, vive-se um processo de saturação e desgaste musical cujos representantes principais são os artistas apadrinhados pela MTV.
Onde foram parar aquelas canções que só de se escutar a primeira nota já sentimos um frio inexplicável na espinha? Onde foram parar as canções que não são apenas letra encobrindo melodia? Onde foram parar o sentimento, a emoção e o conceito? O novo já nasce velho? Essas perguntas me acompanham, afinal de contas deve haver alguma coisa que ainda nos emocione. Mas o que será?
Seriam os clássicos do passado. Sempre que vasculho e faço o download de obras e álbuns de artistas mais antigos percebo que a velocidade do mercado vem minando, se é que já não acabou, a sinceridade, a espontaneidade e a honestidade antes presente nas canções. Talvez o fato de termos nos acostumados a não adquirir música e apenas a consumi-la de maneira oportunista tenha tornado os músicos e bandas menos comprometidos e mais preguiçosos – toma lá, dá cá.
Sempre que eu escuto de alguém – quem quer que seja – palavras exaltadas e frases apaixonadas defendendo toda a inovação que a banda brasileira ‘Mutantes’ representa para a música brasileira e mundial eu me lembro da fala do meu amigo Renan. Segundo ele a banda apresentou apenas uma diferenciação sonora, mas não tão inovadora já que importou a psicodelia que vigorava fora do brasil e travestiu de tropicalismo.
Sempre que escuto esta defesa de pessoas que não conhecem o trabalho do grupo ‘Novos Baianos’, ou tem a audácia de dizer que não vê grandes inovações na sonoridade da banda o fã ortodoxo que está escondido em mim vem à tona. Ao misturar música brasileira – não apenas na temática, mas também em ritmos e técnicas – e música pop, os ‘Novos Baianos’ estabeleceram um estilo dificilmente copiado e categorizado – Samba? Rock? Sambarock? Choro? Frevo? Forró? Bossa nova?
Quando o aspecto observado são as letras, mais do que os Mutantes, os Novos Baianos constituem uma forma bastante própria e inovadora de composição – chamada por alguns de poesia canábica. Muitas das letras ficavam por conta de Galvão, mas e os instrumentistas? Aí é que fica complicado questionar uma banda composta por Pepeu Gomes e Moraes Moreira – aclamados em seus respectivos instrumentos. Nos vocais? Baby e Paulinho são a medida certa entre entusiasmo, técnica, dom e inspiração.
Não que eu queira criar uma rivalidade entre os admiradores de cada grupo, pois eu também curto ‘Mutantes’, mas, antes de qualquer fã ortodoxo falar qualquer devaneio apaixonado, é bom saber que em algum lugar pode haver um outro fã ortodoxo adormecido prestes a acordar e metralhar argumentos pra lá de convincentes.
Neste fim de semana estarei em São Paulo… Sem acesso a internet e nem que eu tivesse… mas não fiquem triste, pois na segunda-feira estarei de volta com boas novas sobre essa viagem à terra da garoa… É gente… De fato… os novos baianos te podem curtir numa boa…
Dando prosseguimento à nova fase do blog Sandália e Meia – Jornalismo musical e opinião, venho divulgar mais uma edição do videocast Sandália e Meia. Gravado – agora – em Juiz de Fora-MG, este aclamado projeto de webtv me apresenta falando de música sob uma perspectiva artística, crítica, marxista sem ser coisa de comunista. A constante busca pelo formato ideal em um processo de intensa experimentação audiovisual.
Nesta nova fase, o videocast está mais curto e fala sobre a revelação do samba Aline Calixto e analisa a maneira como determinados fãs se comportam diante da cena musical contemporânea. Encerrando o programete, uma surpresa que garanto que vai lhe agradar e lhe emocionar. Pra variar, a abertura é aquele show à parte. Confira mais este Sandália e Meia que como os outros foi feito como Deus quis e o Diabo deixou.
Uma grata descoberta que me foi apresentada no último sábado corresponde à banda paulistana – ou seja lá de onde realmente ela for – Bicicletas de Atalaia. A cada instante que eu vasculho o universo das bandas independentes do meu querido Brasil, eu percebo que a criatividade – capaz de fundir simplicidade e algo mais – se manifesta em sua magnitude pelos cantos, pelas vielas, nos detalhes, nas vírgulas, nos acentos e menos nas orações complexas e rebuscadas da gramática tradicional.
Com o perdão da ousadia de tentar decifrar o som da banda, os/as Bicicletas de Atalaia se apóiam em traços clássicos da mpb brasileira mesclados a elementos da música pop. A pegada acústica do samba e da bossa nova, aliada a sutis e determinantes viagens experimentais estabelecem uma sonoridade que por ser difícil de classificar a torna tão promissora – mas todas essas minhas palavras no fundo no fundo não valem de nada.
Os parágrafos anteriores serviram primordialmente para quem gosta de classificações e para alegrar aqueles que gostam das discriminações e nomenclaturas que cercam a nossa música. Também não vou compará-los a nenhuma outra banda, mas no myspace dos caras é possível sacar quais são as influências dos integrantes do grupo, além de – ao ouvir as músicas – estabelecer aquelas que estão mais embutidas na sonoridade “bibicletana”.
Leo Mattos é o batera/voz e Bruno Mattos assume o violão/voz – “será que eles são irmãos?” Paulo Motta é o guitarrista, Júlio Nhanhá o baixista e Renan Cacossi toca sax e flauta transversal – “olho nesse cara!”. Bons músicos, é possível manjar que eles são, mas será que todos sabem andar de bicicleta? Sei lá viu, mas pouco importa!
Os caras estão no site do selo Trama Virtual, onde é possível baixar gratuitamente as músicas de várias bandas independentes – inclusive dos/das Bicicletas de Atalaia. O melhor disso tudo é que os caras recebem por cadadownload feito. Para “tira gosto” e “aperitivo” eu deixo o belo clipe da canção “Alcoholic Dreams” – direção e edição de Rafael Marcelino. Agora tirem as suas conclusões e bons sonhos.
“Era uma vez uma tribo brincando de paz e amor enquanto o homem mandava à lua o seu disco voador”. Em comemoração aos 40 anos da banda Novos Baianos, posto hoje o maravilhoso documentário da década de 70 ‘Novos Baianos Futebol Clube’. Dirigido por Solano Ribeiro e gravado em 1973, o filme mostra como este grupo de caras – pra lá de doidos – talentosos – e pra lá de doidos – viviam a perfeita harmonia entre futebol, música e filosofia; não necessariamente nesta ordem.
Vivendo todos juntos em um sítio em Jacarepaguá-RJ – o Cantinho do Vovô – os Novos Baianos apresentaram uma alternativa de vida completamente oposta ao individualismo egoísta e à intensa competitividade destrutiva que se expressam na sociedade atualmente. Na época, era uma subversão aos valores positivistas e progressistas predominantes e difundidos pelo governo militar.
Por outro lado, também, os Novos Baianos se destacaram por – em um período onde os compositores preferiam falar de censura, tristezas, problemas e crises – cantar as maravilhas do país. Belezas, qualidades, jeitos e hábitos que tornam o Brasil um país especial no mundo e não um poço de eternos problemas.
Este documentário é um excelente registro de como este talentoso grupo se comportava ao vivo. Já que são poucas as gravações da época, é bom aproveitar este documentário que demonstra que talento, inspiração e transpiração são e sempre serão fundamentais para a boa música.
Novos Baianos Futebol Clube
“E prá ter outro mundo
É preci-necessário
Viver!
Viver contanto
Em qualquer coisa
Olha só, olha o sol
O maraca domingo
O perigo na rua…
O brinquedo menino
A morena do Rio
Pela morena eu passo o ano
Olhando o Rio
Eu não posso
Com um simples requebro
Eu me passo, me quebro
Entrego o ouro…
Mas isso é só
Porque ela se derrete toda
Só porque eu sou baiano…”
"Quem foi que disse que eu nunca escreveria sobre a Pitty?"
Dando prosseguimento ao post anterior - onde eu trato a questão do gosto e do que seria música boa e música ruim – hoje vou falar da música de uma cantora que eu não escuto, cuja sonoridade não faz o meu estilo e ainda assim eu sou obrigado a admitir que faz um trabalho musical bacana. Podem falar que o som da Pitty é comercial, que suas músicas são para adolescentes - e que por isso não são tão profundas quanto à temática e à abordagem - mas não é só o carisma junto aos fãs que mantém a carreira dela.
A abordagem tradicional me levaria a dizer que o poprock é um estilo vazio e que a cantora baiana em questão colabora e muito para isso. Que suas músicas são uma afronta ao trabalho da rockeira Rita Lee e de outras cantoras como Baby Consuelo, Elis Regina e Gal Costa. Mas não dizer isto não seria justo e sim covarde da minha parte. Não é incapacidade, ou mesmo falta de talento, cantar aquilo que os adolescentes querem dizer – é uma questão de perspectiva, público alvo, opção e que deve ser respeitada.
O que eu quero dizer com tudo isso? Também não é por isso que todas as bandas que tem uma forte aceitação junto aos jovens e que estão na mídia são boas. A Pitty consegue conciliar a simplicidade, o peso do rock com o apelo visual, estético e sonoro do pop. O fato dela se reinventar a cada momento em seu som faz com que ela, diferente de outros parceiros de gênero, se destaque musicalmente e não apenas como a última modinha entra a moçada teen.
Se vocês estiverem atentos ao que eu estou escrevendo vocês poderão saber a quem estou me referindo quando estabeleço esta crítica. Estou cansado de fórmulas, de conceitos e de grupos pré-fabricados a partir de pesquisas de marketing e tendências mercadológicas da indústria fonográfica.
Parabéns à Pitty. Provavelmente nunca comprarei um disco seu, nem farei downloads de suas músicas, mas, quem sabe, em um show eu poderei ir. Último destaque, prometo ser o fim, para o recém lançado clipe dela – ‘Me adora’. Vídeo muito legal, com takes bacanas, uma iluminação interessante e com uma proposta bem simples e eficaz. Além disso, senti que a música tem um ar de Jovem Guarda, estilo que adimiro e que também é vítima de muita, mas muita discriminação – inclusive do público da Pitty.
Muitas vezes, fala-se que gosto é algo que não se discute – porém se lamenta. Esta frase, que com certeza você já deve ter escutado, levanta uma questão polêmica quando o assunto é música: é possível definir o que é música boa e o que é música ruim? É indicado classificar, discriminar as canções pelo critério da qualidade? Ou estaríamos todos mergulhados em um oceano de gostos e preferências particulares?
Partindo do ponto de vista crítico e analítico, torna-se quase impossível não se estabelecer certos critérios que classificam e hierarquizam composições, discos e artistas como bons e ruins – na mais simples e básica das nomenclaturas. Porém, quem nos dá o direito de estabelecer tais comparações e definir o que é de bom ou mau gosto? E, a partir da nossa mente repleta de preconceitos e intolerâncias, institucionalizar grupos e padrões de qualidade musical.
Por outro lado, ao se relativizar demais esta questão caímos – também – na perigosa armadilha da superficialidade, da mediocridade, da banalização e do estabelecimento de uma cultura que não se sustenta e que a cada momento é superada por um circuito de modas efêmeras e itinerantes. É claro que a dinâmica transformadora é fundamental para o crescimento de qualquer cultura, desde que o preço não seja a eterna transição e busca de valores importados por sabe-se lá quem.
Este assunto é polêmico e por vezes – este que vos escreve – se sente contra a parede, em uma “sinuca de bico”, em um constante paradoxo e recorrentes dúvidas. Em determinados momentos me sinto no direito e no dever de opinar sobre aquilo que é bom e o que é ruim, mas em seguida penso que tal comportamento serve apenas para um stress desnecessário e que valorizar as peculiaridades daquilo que não se gosta também faz parte da crítica – da análise.
Quando eu era adolescente – fã de Engenheiros do Hawaii – era massacrado pelos colegas da escola. Diziam que por este meu gosto musical eu curtia “drogas pesadas”. Várias vezes escutamos a classe erudita recriminar o funk, o pagode, o sertanejo, a música eletrônica, ao considerar que tais gêneros são um retrocesso à genuína cultura tupiniquim – um pensamento um tanto quando nazista não?
"Eu sou o amor da cabeça aos pés Vs Aqui na face da terra só bichos escrotos é o que vai ter"
Eleva-se o samba, mas assegura-se a discriminação com relação ao pagode – definido como a “apropriação vazia e mercadológica do ritmo dos geniais Cartola, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola… Blá, blá, blá”. Persegue-se o que se toca nas rádios e o que se passa nas telas da tv através de discursos conservadores, retrógrados e cansativos – “por isso que o Brasil não vai pra frente; em vez de bossa nova as pessoas cantam o créu e o bunda lele da festa no apê”.
Este cenário é campo fértil para o desabrochar de fãs ortodoxos Brasil afora. Ícones são estabelecidos e colocados em um pedestal contemplativo acima do bem e do mal, acima de qualquer crítica e de qualquer suspeita. Chico Buarque e Caetano Veloso estão no topo deste ranking, deste altar sacrosanto onde são estabelecidos como semideuses, ou mesmo, guardiões da cultura tipicamente brasileira – mas a lista é enorme.
No outro lado da moeda, assistimos a uma série de imposições de gostos, de gêneros e de artistas por puro interesse mercadológico a fim de se ganhar alguns trocados a mais – trocado é força de expressão. Neste momento, a crítica deve despir-se de todo o pudor e assumir a face ácida do comentário que vai de encontro às fórmulas de sucesso e aos padrões engessados de produção cultural que insistem em promover a repetição vazia de sentidos e em frear o dinamismo inovador e transformador da nossa música.
Penso ser possível classificar o que é boa música e, ao mesmo tempo, levar em conta questões como o gosto. Penso ser possível ter a plena consciência de que algum artista, musicalmente, não é bom e ainda assim gostar do trabalho dele. Afinal, a música nem sempre estará ligada a questões técnicas e vejo isso com bons olhos, pois a sensibilidade sensorial é o 1º motor para se fazer e se ouvir alguma canção.
Modas vem e vão e o tempo se encarrega de definir quem tem condições de, com mais ou menos talento, se impor no gosto das pessoas e nos almanaques acadêmicos. Boa música é aquela que atenda a seus propósitos iniciais e que transmita uma mensagem de modo sincero e honesto sendo capaz de se infiltrar na rotina das pessoas de maneira natural, atemporal e universal – subjetividade pouca é bobagem.
"Quando Deus te desenhou Vs Só os fortes sobrevivem"
A melhor banda de todos os tempos da última semana – Titãs
“Quinze minutos de fama
Mais um pros comerciais,
Quinze minutos de fama
Depois descanse em paz.
O gênio da última hora,
É o idiota do ano seguinte
O último novo-rico,
É o mais novo pedinte
A melhor banda de todos os tempos da última semana
O melhor disco brasileiro de música americana
O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado
O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores
fracassos”