Não se assuste pessoa se eu lhe disser que a vida é boa! Hoje em dia essa parece uma frase pra lá de otimista e com um jeito até de mentirosa, não? Essa máxima da canção Dê um Rolê realmente preza pelo otimismo, mas pela inverdade jamais, talvez o que nos falte é ser mais amor da cabeça aos pés, não?
Não precisa muita coisa, nem muitas voltas, basta apenas dar um rolê por aí. Enquanto eles se batem, se agridem, se ofendem, se estressam, se preocupam, se incomodam, se isolam, se odeiam, se guardam, se orgulham fica difícil mesmo ver algo de bom na vida. Enquanto isso dos pés à cabeça eu sou o amor!
Ainda não me decidi se este texto entrará na categoria comentário/desabafo ou nas Histórias que o Maicou conta, pois se de um lado este post foi motivado por uma conversa entre eu e meu grande amigo Antônio, ele acabou se transformando em um manifesto pelo leve coração aberto.
Afinal, hoje em dia quem vale mais o gosto do que 100 mil réis? Com toda a certeza, categoricamente eu digo que muitas pessoas, pois como bom otimista que sou eu sei que não sou o único a ser amor da cabeça aos pés. Eu sou, eu sou…
Dê um Rolê – Gal Costa (Disco FA-TAL, A todo vapor – 1971)
Tags: Amor, Antonio, conto, crônica, dê um rolê, gal costa, geografia, história, juiz de fora, marcos, naração, narrativa, Novos Baianos, relato, sensibilidade, sentimento, ufjf

1 01UTC fevereiro 01UTC 2012 às 22:27 |
Meu queridíssimo amigo Marcos Oliveira, ou simplesmente Ipatinga,
Peço mil desculpas pela demora em estabelecer contato. Confesso que mesmo não vendo sequer a cor dos tais cem mil réis, ando desmerecendo os beijos no rosto ou qualquer outro gesto carinhoso, como essa linda lembrança, aqui publicada, de um de nossos inúmeros devaneios.
Ao contrário de você, meu amigo, meu otimismo – tão necessário à “revolução” e a nossa busca por uma sociedade justa e fraterna – está se definhando e se tornando apenas uma pequena lembrança dos tempos em que “éramos” jovens. Não sei se isso é resultado dos dias tensos e “congestionados” da cidade de São Paulo de Piratininga, a mesma que, segundo as palavras do poeta da periferia, sofre por falta de amor, ou se é simplesmente a velhice batendo minha porta. O fato é que estou cansado e precisando voltar a ser amor da cabeça aos pés.
Acho que vou dar um rolê!
Ipatinga, abraços saudosos!!!!!!!!
Antonio Boscariol
1 01UTC fevereiro 01UTC 2012 às 22:54 |
Antonio, belas e emocionadas pelavras, mas nunca se esqueça de que aconteça o que acontecer eu só confio em você meu amigo hehehhehe
Valeu por comentar e saiba que esses são sentimentos passageiros da sua parte, pois fazemos parte daquele time, raro hoje em dia, de pessoas que são o amor da cabeça aos pés… raro, mas fundamental e essencial!!!
Abração