Brega é o meu passado!

"Não há mal algum em ser"

Outro dia me perguntaram: “afinal, o que é música brega”? Em 2011 eu vi uma entrevista com o cantor e compositor brasileiro Odair José em que ele disse que há apenas dois tipos de música, a boa e a ruim, e que talvez o estigma ou a classificação de brega tenham apenas um caráter pejorativo e de depreciação em relação a certas canções e artistas.

Vamos lá, então! Eu ouso dizer que a música brega existe, não necessariamente como gênero, mas como uma postura, um estilo, uma conduta, como um perfil em que o que vale é exacerbar os sentimentos e emoções da maneira mais honesta, escancarada, direta e emocionada possível – podendo soar inclusive como algo sofrido, ingênuo ou bobo.

O rock, o pop, o independente, o samba, a mpb e diversos gêneros podem ser brega, ter traços de brega e aí cabe à obra final se apresentar como de qualidade ou não, pois emoção e música à flor da pele não são sinônimo de algo ruim. A explicação mais plausível para tal, provavelmente, está na dicotomia (curtiram?) entre o erudito e o popular.

Nas artes e especialmente na música, por anos se estabeleceu uma espécie de paradigma em que aquilo que é muito explícito ou de fácil assimilação logo é tratado como algo menor, de baixa qualidade, inferior e a meu ver as coisas não são bem assim. Fica aqui o comentário / desabafo da vez, pois sempre é bom extravasar e por que não com uma trilha sonora bem brega?

A noite mais linda do mundo – Odair José

Tags: , , , , , , , , , , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.